Carlos Loures nasceu em Lisboa em 1937. Em 1959 e 1960 foi um dos coordenadores da Pirâmide, revista literária que publicou textos inéditos de Raul Leal, António Maria Lisboa, Mário Cesariny de Vasconcelos, Luiz Pacheco e de outros escritores surrealistas ou próximos do movimento surrealista.

Em 1962, com António Cabral, António Barreto, Eurico Figueiredo, Ascenso Gomes, Eduardo Guerra Carneiro, foi um dos elementos do Movimento Setentrião, de Vila Real. Entre 1964 e 1966, teve a seu cargo a crítica de poesia do Jornal de Notícias, do Porto.

Publicou cerca de duas dezenas de livros, entre os quais: Arcano Solar (1962); A Voz e o Sangue (2ª edição, 1968); A Poesia Deve Ser Feita Por Todos (1970); O Cárcere e o Prado Luminoso (1990); O Atlas Iluminado (2014). Em 1968, foi editada a sua Antologia da Poesia de Trás-os-Montes e Alto Douro. De colaboração com Manuel Simões, publicou três antologias poéticas de autores portugueses – Hiroxima (1967), Vietname (1970) Poemabril (1984). Seguiu-se O Ministério do Amor (1970, teatro); Na ficção, publicou a trilogia 1968 Talvez um Grito (1985), A Mão Incendiada (1995) e o O Xadrez sem Mestre (2012).

Publicou também o romance A Sinfonia da Morte (2008). Sobre o episódio histórico do Regicídio de 1908. Em 2017 foi a vez de Arma Carregada de Futuro, dois pequenos textos sobre o poder da palavra.

Foi funcionário da Radiotelevisão Portuguesa de 1960 a 1961, da Fundação Calouste Gulbenkian de 1962 a 1971 e director executivo de uma editora de 1971 a 1995. Na qualidade de empresário e de profissional liberal, manteve nos dez anos seguintes actividade editorial. Actualmente, dedica todo o seu tempo à criação literária.

 

Livros publicados na Âncora Editora

A Sinfonia da Morte (co-edição com as Edições Colibri)

O Xadrez sem Mestre (co-edição com as Edições Colibri)

A Vida é um Desporto Violento – Subsídios para uma autobiografia verdadeiramente falsa