Oscar Mascarenhas

Partiu um dos mais brilhantes jornalistas da sua geração.

Há 40 anos, após interromper o curso de Direito, iniciou em A Capital, um percurso de excelência. Recordo-o desde esse período, onde sob a direcção de David Mourão-Ferreira e Francisco de Sousa Tavares, a redacção do jornal chefiada por Rodolfo Iriarte foi um verdadeiro alfobre de notáveis jornalistas.

O Óscar sempre se distinguiu pela sua cultura, escrita feita de vigor e exigência, e frontalidade nos textos e na vida.

Mais tarde, voltámos a cruzar-nos no Diário de Notícias, onde para além de grande repórter foi Provedor do Leitor. A excelência da palavra, como ainda hoje recordou outro excelente jornalista, José Pedro Castanheira.

A vida e a cidadania sempre o encontraram na linha da frente. A sua actividade também foi pautada pela participação na Direcção do Sindicato dos Jornalistas. Ética, rigor, honestidade, frontalidade, escasseiam os adjectivos para pautar a sua acção, sempre feita de exigência.

A Universidade que abandonou enquanto jovem estudante veio a recuperá-lo mais tarde como docente de jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social.

Lamentavelmente o Óscar já não poderá assistir ao lançamento do livro O Detetive Historiador, que me entregou há pouco tempo para publicação, e que dedica à Natal e à Carolina, ao Alfredo Maia, ao Rogério Vidigal, e aos seus alunos da Escola Superior de Comunicação Social.

Homem da liberdade, fica o abraço de sempre, e um viva a liberdade!

António Baptista Lopes

2015 05 08

 

Publicado em: http://www.accaosocialista.pt/#/51/oscar-mascarenhas