Descrição
No ano em que se celebram os 50 anos da Constituição da República Portuguesa e, em simultâneo decorrente, o quinquagésimno aniversário da Autonomia dos arquipélagos dos Açores e da Madeira, e onde já se prepara a comemoração dos 600 anos da Descoberta dos Açores, todos os contributos para divulgar a história das regiões insulares são, naturalmente, desejáveis, salutares e úteis participações para uma melhor compreensão dos portugueses acerca de si mesmos. E há muitos desconhecimentos dentro de tão pequeno país, que se tornam mais evidentes no que respeita à sua existência e ao viver nas ilhas. E, num mundo globalizado, tal é ainda mais de estranhar. Todos devemos contribuir para se ultrapassarem as ignorâncias secularmente persistentes, em cujos vazios cavalga o preconceito.
Se nos dois primeiros séculos da História dos Açores é impossível compreender o arquipélago sem analisar a influência da ordem religiosa dos frades menores, se nos séculos XVII e XVIII a preponderância modelar foi a da congregação da Companhia de Jesus, nos séculos XIX e XX, a ascendência determinante deveu-se às organizações fraternais da ordem da Maçonaria. Ilha Terceira Maçónica vem dar a conhecer, de forma escorreita e acessível, o contributo de uma das ilhas centrais na influência e poder do arquipélago, de tal forma decisivo que, sem a sua acção, Portugal seria de tal modo distinto que talvez cumprisse a famosa distopia absolutista que Luís Corte-Real nos expôs em Lisboa Noir.

