Descrição
Ao longo de oito anos, MANUEL PINHO foi condenado na praça pública de forma reiterada e impiedosa, sem contraditório nem apelo. Foi propalada até à exaustão a tese de que fora um ministro corrupto. Nestas circunstâncias, um julgamento parte de uma situação enviesada, na medida em que o tribunal é formado por homens e mulheres que naturalmente não são imunes ao contexto
histórico em que vivem.
Os tribunais estão preparados para decidir livremente, sem qualquer pressão mediática. Assim é na maioria das vezes. Porém, à medida que essa pressão cresce na opinião pública, na imprensa e nas redes sociais, ocorre uma espécie de inversão da presunção de inocência, que rapidamente é transformada numa presunção de culpa, a qual, em casos de grande exposição, facilmente passa a presunção inilidível. Ademais, quando o visado é uma pessoa isolada, sem partido, lobby, corporação ou agremiação que lhe valha; por mais que proteste, depressa será aniquilado.
Em circunstâncias tão adversas, a defesa deve permanecer fiel a princípios de racionalidade, objetividade, razoabilidade e lealdade. Não há outro caminho. É nesse trilho que nos manteremos. Na esperança de que a hora da justiça chegue.

